quinta-feira, 6 de novembro de 2008

FÉ EM DEUS E EM OBAMA.


«Nunca uma eleição foi tão concorrida, o que é bom sinal, pois as pessoas agora estão mais confiantes e de certeza as coisas vão melhorar e nós vamos ter mais trabalho» diz um emigrante.

Democratas ou republicanos, os emigrantes portugueses parecem ter posto para trás as diferenças partidárias, à boa maneira americana, e estão agora de alma e coração com o novo presidente eleito, de quem esperam que traga à América muitos trabalhos e o prestígio internacional perdido.

Esta vitória foi uma prova que a democracia existe, e também de revolta de todos aqueles que se sentem injustiçados socialmente.
BARACK OBAMA, TORNOU-SE A ESPERANÇA DE MILHÕES DE PESSOAS, ELE NÃO É SÓ A ESPERANÇA DE MUITOS AMERICANOS, MAS A ESPERANÇA DE MUITAS RAÇAS E CREDOS PARA UM MUNDO MELHOR.

Os Estados Unidos da América, têm passado uma imagem destrutiva e negativa e de abuso de poder.
Neste momento os EUA são vistos como responsáveis por tudo de ruim que se passa no Mundo.
É natural que os olhos do Mundo estejam de olho em Obama, e a fé e a esperança também estejam nele, depois de Deus é claro!

Portugueses acreditam que Obama resolve a crise.


Nos ESTADOS UNIDOS.

Já sentem o efeito da crise

A maioria dos emigrantes portugueses residentes nesta área trabalha na construção civil e começa já a sentir os efeitos da crise com trabalhos parados e muitos «layoffs».

José Soeiro, em emigrante natural de Serpa disse à Lusa que, quando a sua companhia terminar o actual trabalho, manda todos para casa, pois não há mais nada para fazer.

«Há trabalhos mas as companhias não têm dinheiro nem crédito para os fazer e, por isso, está tudo na expectativa para ver o que dá com o novo presidente», disse ele.

Embora a tendência de voto entre a comunidade portuguesa se divida entre republicanos e democratas, hoje parece que todos olham para o presidente eleito com a confiança de que seja ele a resolver os problemas que a actual administração norte-americana não conseguiu.

«É preciso acabar com a Guerra do Iraque que foi uma das principais razões que nos levou à situação em que estamos», diz Fernando Rosa, natural de Aveiro.

«Com Obama, acho que isso vai ser possível em pouco tempo», acrescenta.

Portugueses de Nova Iorque com Obama

Portugueses de Nova Iorque acreditam que Obama resolverá a crise.

A comunidade portuguesa residente no Estado de Nova Iorque espera também uma mudança no rumo do país com a eleição do novo presidente, o democrata Barack Obama.

Vários emigrantes portugueses que habitualmente se reunem no restaurante «Lusíadas», na cidade de Mount Vernon, Condado do Westchester, disseram à agência Lusa que o resultado da votação «não foi propriamente uma surpresa», dadas as sondagens favoráveis a Obama.

Mesmo assim, alguns ainda não acreditavam que fosse possível eleger um presidente negro em tão pouco tempo, num país tão conservador.

Agora esperam que o novo presidente comece a trabalhar de imediato de modo a resolver a grave crise económica que afecta os Estados Unidos.

«O que importa é que ele consiga pôr o país de novo no caminho certo para garantir trabalho para todos», diz José Marinheiro, emigra

Líderes mundiais falam em esperança com chegada de Obama


PARIS (AFP) — Os líderes mundiais saudaram nesta quarta-feira a eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos como o início de uma nova era, alentada por promessas de mudanças daquele que sucederá em janeiro o atual presidente, George W. Bush.

"Muito tempo se passou. Mas esta noite, graças ao que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento de definições, a mudança chegou aos Estados Unidos", disse Obama em seu primeiro discurso como presidente eleito.

A chuva de felicitações ocorreu apenas quando ficou claro que Obama havia derrotado de maneira contundente o republicano John McCain.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon declarou à imprensa: "em nome das Nações Unidas, e em meu próprio nome, envio minhas mais calorosas felicitações ao senador Barack Obama, próximo presidente dos Estados Unidos", acrescentando que "podemos esperar uma era de parceria renovada e um novo multilateralismo".

Japão e Obama

No Japão, a cidade chamada Obama teve uma festa tipicamente havaiana – no ritmo do hula-hula, dança característica da ilha onde nasceu o novo presidente dos Estados Unidos.

Quênia e Obama

Foi dia de festa e feriado nacional no Quênia. A festa foi especialmente alegre no vilarejo de Coguelo, onde o pai de Obama nasceu.

O filho do senhor Barack Hussein Obama é idolatrado no Quênia desde que ele se candidatou ao Senado americano, em 2004.

América do Sul e Obama

Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner enviou uma mensagem felicitando o novo presidente Americano e desejando sorte a Barack Obama.

A Colômbia reiterou a disposição de continuar trabalhando em temas de interesse comum, principalmente o combate ao narcotráfico – ainda que, para analistas colombianos, o presidente Álvaro Uribe deve entrar em um período de luito por causa da estreita ligação entre ele e o presidente Bush, ambos conservadores.

Já os governos da Venezuela e da Bolívia, que recentemente expulsaram os embaixadores americanos, vêem a eleição de Barack Obama como um passo que vai melhorar as relações entre seus países e os Estados Unidos.

Oriente Médio e Obama

Em Israel, há muitas dúvidas sobre o futuro governo americano. Barack Obama vai mesmo retomar o diálogo com um inimigo declarado do país, o Irã? Vai pressionar Israel a fazer concessões aos palestinos, incluindo a desocupação da Cisjordânia e de parte de Jerusalém?

O comunicado oficial do governo israelense é cheio de elogios e de otimismo. Numa carta enviada a Barack Obama, o presidente Shimon Peres disse: “O mundo precisa de um grande líder. Está em suas mãos e em nossas esperanças. Deus o abençoe”.

Itália e Obama

Amigo de Bush, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, não comemorou a vitória de Barack Obama; mas a oposição italiana vai fazer festa na quarta-feira à tarde no Panteon, em Roma. Grande parte do país aposta na evolução das relações transatlânticas e vê com simpatia a disponibilidade de Obama de juntar-se ao resto do mundo para combater os problemas climáticos.

Entre os italianos, existe o receio de que Barack Obama peça mais soldados do país para o Afeganistão e o temor de que uma possível política comercial proteccionista possa se tornar incômoda para a Itália e outros países europeus.

FRANÇA E OBAMA

A França recebeu a vitória de Barak Obama como uma oportunidade de reconciliação entre dois povos extremamente ligados pela história, mas que tinham se afastado durante os anos Bush. A França se opôs firmemente à invasão do Iraque.

Bush e Sarkozy já tinham começado uma reaproximação, mas a mensagem do presidente francês a Obama deixa claro o sentimento francês. “Sua eleição levanta na França, na Europa e no mundo inteiro uma imensa esperança: a de uma América aberta, solidária e forte, que novamente mostrará o caminho, junto com seus parceiros, pela força do exemplo e a adesão a seus princípios”, diz Sarkozi na mensagem. O francês encerra a mensagem dizendo: “Aceite o apoio da França e o meu apoio pessoal”.

A imprensa da Grã-Bretanha

A imprensa da Grã-Bretanha, a nação mais ligada politicamente aos Estados Unidos, elogiou o resultado das urnas pela oportunidade de mudança que o voto dos americanos representa para o mundo. Os jornais apostam no reforço da histórica amizade entre os dois países.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, parabenizou Barack Obama e lembrou que uma de suas principais missões será trabalhar pela solução da atual crise económica mundial. Brown afirmou que já tem encontro marcado com Obama: será no próximo dia 15, em Washington, quando líderes políticos de todo o mundo vão discutir caminhos para tirar o mundo do sufoco financeiro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"A mudança chegou à América"


"Se alguém duvidava de que neste país todos os sonhos podem ser realizados, se alguém duvidava do poder da democracia, esta noite tiveram a sua resposta". Foi com estas palavras que o novo presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, iniciou ontem o seu discurso de vitória perante mais de 125 mil apoiantes reunidos no Grant Park de Chicago.

'Demorámos muito tempo a chegar até aqui, mas esta noite, a mudança chegou à América', afirmou Obama, que subiu ao palco na companhia da esposa, Michelle, e das filhas. Num discurso tranquilo mas recheado de significado, o primeiro presidente negro da História dos EUA recordou a sua avó, que faleceu no dia anterior às eleições, agradeceu o apoio da esposa, que disse ser 'a pessoa mais importante da sua vida', e felicitou McCain, lembrando o seu 'sacrifício pela América'.

Obama não esqueceu no seu discurso os soldados no Iraque e no Afeganistão, nem a crise que ameaça a economia dos EUA, tendo pedido a todos os americanos, democratas e republicanos, para se unirem neste momento difícil: 'A vitória não é dos estados azuis nem dos estados vermelhos, mas sim dos Estados Unidos da América', frisou.

'O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos', afirmou ainda, antes de terminar o discurso com o lema da sua campanha: 'Sim, podemos'.

Triunfos no Ohio e Pensilvânia foram decisivos

Nenhum presidente republicano foi eleito sem ganhar o Ohio. Só esta regra já justificava a excitação com que a notícia da vitória de Barack Obama neste estado foi recebida entre os seus apoiantes na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte. Mas a verdade é que, feitas as contas, essa previsão dava também a vitória mais que provável a Obama.

Decisão. A Carolina do Norte continuou indecisa pela noite fora. Mas as notícias foram chegando dos outros estados e eram boas para os apoiantes de Obama. Quando se soube que o Ohio e a Pensilvânia estavam ganhos, finalmente houve festa no bairro negro da cidade de Charlotte. A América virou uma decisiva página da sua vida política culminando a mais emocionante campanha eleitoral de sempre.

Outro dado a meio da noite. Nas sondagens da CNN, entre os que disseram que a raça era importante nestas eleições, 55% votaram Obama, assim como 53% dos que disseram que a raça não era importante. Ou seja, a raça acabou por não ser um factor determinante nas eleições em que estava em causa o primeiro candidato negro.

E talvez o tenha sido sobretudo para os votantes negros, cujo orgulho os levou a votar em massa em Obama

OBAMA BARACK


Não há dúvidas, quase o Mundo inteiro, apoia OBAMA.
É a revolta da maioria dos Países, é a união dos povos que grita o nome de Obama contra os conservadores Americanos.
O EUA, até agora têm sido o opressor, e têm fomentado a guerra e a destruição, visando apenas o interesse próprio.
Sua economia até agora têm se apoiado em cima de Países mais fracos e com problemas de corrupção; isso explica a felicidade de muitos povos.
Se estudarmos a história Americana, compreenderemos a felicidade desses povos, e como Portugal é um País pobre, um país de fracos recursos e de pessoas sofridas, pendemos para a solidariedade, e estamos solidários com todos os nossos irmãos que se sentem esperançosos, pela paz e pela melhoria da economia Mundial.

DURÃO BARROSO

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, renovou a esprança da Europa: "Temos que transformar a crise actual em oportunidade. Temos necessidade de um 'new deal' para um novo mundo. Espero sinceramente que sob a direcção do presidente Obama, os Estados Unidos juntem as suas forças à Europa para conseguir este 'new deal', em benefício das nossas sociedades e de todo o mundo. Chegou a altura de um empenhamento renovado entre a Europa e os Estados Unidos da América.
Desejo garantir ao senador Obama o apoio da Comissão Europeia e o meu apoio pessoal ao renovamento deste compromisso para enfrentarmos juntos os numerosos desafios que nos aguardam."

Nos Antípodas, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, considerou que Obama concretizou "o sonho" de Martin Luther King "de uma América onde homens e mulheres serão julgados não pela sua cor de pele mas pela sua personalidade".

Da Europa aos antípodas

Da Europa aos antípodas

Nós por cá, pela voz do primeiro-ministro, também sentimos a chegada de Obama. "Uma oportunidade de mudança para os Estados Unidos e para o mundo", disse José Sócrates.

"A voz de Barack Obama é uma voz de esperança e a sua eleição representa uma oportunidade de mudança para os Estados Unidos e para o mundo", sublinha José Sócrates. Na mensagem, o primeiro-ministro considera que a vitória do candidato democrata e senador do Ilinois constitui "um momento histórico".

Nicolas Sarkozy, presidente da França, que acumula a presidência da União Europeia, fez idênticos votos: "Receba as minhas felicitações mais calorosas e, através de mim, as do povo francês. A sua vitória brilhante representa um firme compromisso ao serviço do povo norte-americano. Vitória reflectiu "uma campanha excepcional", que provou "ao mundo inteiro a vitalidade da democracia norte-americana".

Esta eleição significa "a escolha da mudança, a abertura e o optimismo", assim como "uma imensa esperança" para o mundo. "A França e a Europa, que estão unidas desde sempre aos Estados Unidos pelos laços de História, dos valores e de amizade, possuem uma energia nova para trabalhar com os Estados Unidos na preservação da paz e da prosperidade do mundo. Fique seguro que poderá contar com a França e com o meu apoio pessoal."

APELO A BARACK OBAMA

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, um moderado próximo dos EUA e capaz de entabular negociações com Israel, apelou a Obama para que "acelere os esforços enviados para a obtenção da paz" no Médio Oriente.

A outra face da moeda palestiniana, mais radical, o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, apelou ao Presidente eleito para que "tire uma lição dos erros" das Administrações norte-americanas anteriores para com o mundo arabe-muçulmano, "nomeadamente a de (George W.) Bush".

No Afeganistão

No Afeganistão, o Presidente Hamid Karzai considerou que a eleição de Obama "traz ao povo americano, e com ele ao resto do mundo, uma nova era". Igual centelha de esperança chegou ao conflito israelo-árabe.

O primeiro-ministro cessante de Israel, Ehud Olmert, saudou a vitória "brilhante e histórica" de Barack Obama, referindo a esperança de um "estreitamento" das relações bilaterais e de progresso no processo de paz, sob o seu mandato.

Por sua vez, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, Yigal Palmor, considerou que, com a vitória de Obama, as relações entre os Estados Unidos e Israel estão destinadas a "um bom futuro".

A força da América

A força da América

Dos países onde a América é presença em forma de força militar, as reações são mistas. No Iraque, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hoshyar Zebari, reagiu com reserva à eleição de Obama. "Respeitamos a escolha dos americanos", disse à Agência France Presse.

"Não acreditamos que haja uma brusca mudança política, e não haverá uma rápida retirada norte-americana do Iraque", disse Zebari. Isto, apesar de Obama ter anunciado durante a sua campanha que pretendia retirar a maior parte das tropas norte-americanas do Iraque 16 meses depois de assumir funções.

DA CHINA com OBAMA

Da China, também tocada pelo discurso galvanizador de Obama, a manifestação de optimismo e esperança é feita à moda chinesa: expressando vontade de trabalhar para "fortalecer o diálogo e a cooperação entre a China e os Estados Unidos", disse o presidente chinês, Hu Jintao.

"O governo chinês e eu próprio sempre atribuímos grande importância às relações sino-americanas", disse Hu Jintao numa mensagem de felicitações enviada a Obama. “Promover boas e estáveis relações entre a China e os Estados Unidos serve os interesses fundamentais dos dois países e significa muito para a paz, estabilidade e desenvolvimento mundiais", acrescenta o presidente chinês.

No texto, difundido pela agência noticiosa oficial chinesa, Hu Jintao afirma também que a China e os Estados Unidos "partilham um vasto leque de interesses comuns e importantes responsabilidades sobre grandes questões que dizem respeito ao bem estar da humanidade".

Também na Ásia, o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, a Presidente filipina Gloria Arroyo e o Chefe de Estado da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, saudaram a eleição de Obama.

Da Rússia à China

Da Rússia à China

A “hope” de Obama ecoou em todo o Mundo, como uma luz de esperança. Gigantes e rivais como a China e a Rússia já suavizaram posições. "As notícias que chegam sobre os resultados das eleições norte-americanas mostram que temos o direito de esperar uma renovação nas abordagens dos Estados Unidos face aos problemas mais importantes, nomeadamente face aos problemas da política externa e, por conseguinte, face à Rússia", declarou Gueorgui Karassin, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

"Esperamos que essa frescura nas relações nos traga novas ideias no plano da interacção construtiva na resposta aos novos desafios e ameaças do séc. XXI", sublinhou o diplomata, sustentando que as autoridades russas estão prontas a cooperar com o novo Presidente dos Estados Unidos. "Semelhante cooperação deverá basear-se numa política a longo prazo e tendo em conta os interesses de ambas as partes", declarou.

No Quénia,

No Quénia, terra natal do pai da Barack Obama, o Governo declarou feriado nacional pela "histórica" vitória. Na pequena vila de Kogelo, onde vive a avó materna do presidente eleito dos EUA, gritos de vitória fizeram ouvir-se na assistência que seguiu as eleições através de um ecrã gigante. "O senador Obama é o nosso novo Presidente. Deus respondeu às nossas preces", comentou um pastor entre cantos de alegria.

Na sequência da vitória do senador democrata, o Presidente queniano Mwai Kibaki decretou o dia 6 de Novembro como dia feriado, para permitir as festividades pela vitória de Obama. "A vitória do senador Obama é a vitória do nosso país, tendo em conta que as suas raízes são aqui, no Quénia", explicou.

Apesar de Sarah Obama, a avó paterna do novo Presidente, ser a terceira esposa do seu avô, e como tal não ter qualquer laço biológico com o senador democrata, Barack Obama considera-a como sua avó. A outra avó de Barack Obama, Madelyn Duham, faleceu na véspera das eleições com 86 anos de idade.

AFRICA DO SUL

África rejubila com o filho pródigo

O presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, saudou a vitória eleitoral do "primeiro presidente negro da História da nação mais poderosa do mundo". Numa mensagem difundida pela Presidência, o homem que sucedeu a Thabo Mbeki salienta que Barack Obama "tem sobre os seus ombros as esperanças e sonhos de milhões dos seus compatriotas, homens e mulheres, bem como de muitos mais milhões de pessoas, particularmente de descendência africana que vivem no continente africano e na diáspora".

"Espero que a sua eleição contribua decisivamente para que se venham a verificar no continente africano as mudanças em que as pessoas acreditam", conclui a nota de felicitações do presidente Motlanthe.

Hugo Chávez SAÚDA OBAMA

Hugo Chávez, socialista pedra no sapato de George W. Bush, já abriu as portas da Venezuela a Barack Obama. O presidente venezuelano felicitou o senador do Ilinnois pela “vitória histórica” e mostrou a vontade de estabelecer “novas relações” com os EUA, relançando uma “agenda bilateral construtiva”.

“Neste dia de esperança para os americanos, o presidente Hugo Chávez, em nome do povo venezuelano, felicita os Estados Unidos e o presidente Barack Obama pela sua grande vitória”, lê-se no comunicado os Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela.

A “eleição histórica de um afro-americano” foi o catalizador da mudança venezuelana, pouco mais de uma semana depois de Caracas ter expulso o embaixador norte-americano na capital da Venezuela. Foi, também, uma centelha de esperança que se espalhou pelo Mundo, com particular brilho em África.

Hugo Chávez, o presidente venezuelano que se opõe com veemência ao governo Bush, felicitou Obama por sua "eleição histórica" e afirmou a sua vontade de restabelecer "novas relações" com os Estados Unidos e relançar "uma agenda bilateral construtiva".

O presidente da Bolívia, Evo Morales, também classificou de histórica a vitória e pediu ao novo presidente que levante o bloqueio econômico contra Cuba e retire as tropas "de alguns países".

O presidente do México, Felipe Calderón, por sua vez, pediu que Obama "trabalhe na construção de um futuro melhor para a região" da América Latina e do Caribe.

Nelson Mandela, que passou anos nas prisões da África do Sul e chegou ao poder após o fim do regime do apartheid, afirmou que a eleição de Obama demonstra que é possível "sonhar com um mundo melhor".

OBAMA É O SONHO.


Eleições nos EUA

A mudança prometida por Barack Obama está a correr o Mundo. E o Mundo já se abriu a essa mudança. Das Américas à Ásia, somam-se vontades de cooperar com o presidente indigitado dos EUA. África rejubila com o “presidente negro” e no Quénia, terra de Barack Obama Sénior, quinta-feira é feriado nacional.

Obama: o Mundo a seus pés.
OBAMA REPRESENTA O SONHO DA MAIORIA DOS JOVENS, E O GRITO DE LIBERDADE DE TODOS AQUELES QUE SE SENTIRAM OPRIMIDOS E DISCRIMINADOS SOCIALMENTE.
É A LIBERDADE E A ESPERANÇA DA RAÇA NEGRA, QUE DESCENDEM DE UM POVO ESCRAVIZADO.
OS ESPÍRITOS REVOLTADOS E PERSEGUÍDOS, DOS ANTEPASSADOS ESCRAVIZADOS FINALMENTE PODEM DESCANSAR.
O PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO CHEGOU AOS EUA, E ISSO PODERÁ TRAZER MUITAS MUDANÇAS.
NESTE MOMENTO DEVEMOS PROTEGER OBAMA, SUA VIDA CORRE PERIGO.
OBAMA ESTÁ ATRAVESSADO NAS GARGANTAS DE MUITA BOA GENTE, OS CONSERVADORES NÃO GOSTAM DE MUDANÇAS, E O PRECONCEITO É MUITO FORTE.